Belezas da Índia causam até arrepios – 10/07/2024 – Robson Jesus

Minha jornada pela Índia começou na antiga cidade de Varanasi, um local de peregrinação reverenciado pelos hindus há séculos. Sendo uma das cidades mais antigas do mundo, Varanasi me cativou com seu profundo significado espiritual de cuja complexidade eu tive consciência só mais tarde. Caminhando pelas margens do sagrado rio Ganges, testemunhei as cerimônias de cremação hindus e vi cenas fortes.

Também observei muitas pessoas se banhando no rio, e não era um banho comum, mas embasado na crença de que aquelas águas as purificavam dos pecados e as ajudavam a alcançar a salvação. Antes de compreender a parte espiritual envolvida, eu tinha entrado em contato com a médica que me acompanha via programa do SUS que se chama Medicina do viajante. Perguntei se eu teria o aval dela para mergulhar no rio Ganges, uma vez que me senti convidado a fazer parte da cultura local dessa maneira. Entretanto, optei por seguir a orientação dela e não segui adiante com a ideia.

Continuei explorando o país e, enquanto observava os belos templos da cidade, tive a sorte de conhecer um guia turístico de coração generoso. Ele me convidou gentilmente para jantar com sua família, proporcionando um vislumbre da vida cotidiana dos indianos. Apesar de não terem muito em termos de riqueza material, a hospitalidade dele foi verdadeiramente notável, deixando uma impressão duradoura em mim. Aliás, eu já notei que esse tipo de convite acontece com bastante frequência comigo, não sei exatamente o porquê, mas creio que pode estar envolvido com a minha disposição em aceitar as pessoas e seus costumes.

Minha próxima parada foi Agra, lar do magnífico Taj Mahal. Essa maravilha mundial que foi construída pelo imperador mogol Shah Jahan em memória de sua amada esposa persa, Mumtaz Mahal, é um testemunho de amor eterno. Segundo a lenda, o cabelo do imperador ficou branco da noite para o dia de tanta tristeza após a morte dela, e existem muitos outros detalhes por trás da criação desse mausoléu em concordância com a sua história de amor.

Por fim, visitei Nova Déli, a capital movimentada da Índia. A cidade era um turbilhão de atividades! Tráfego caótico, aroma atraente de especiarias e um cheiro agradável de comida de rua. Eu não posso me esquecer do cenário colorido, daquelas vestimentas de cores vibrantes das pessoas que criavam uma atmosfera tão singular que era impossível eu não sentir que estava de fato na Índia!

A diversidade cultural de Nova Déli era impressionante. Com pessoas de várias origens e religiões vivendo juntas em harmonia, eu sentia arrepios observando toda aquela vida acontecendo.

Eu fiquei particularmente impressionado com o respeito pela natureza e pelos animais, e pela coexistência pacífica que parecia permear todos os aspectos da vida.

É óbvio que eu já ouvi certas críticas ao local, mas basta mudar o olhar e pensar por um momento: “Quantas histórias individuais poderíamos escutar?”.

A profundidade histórica e a calorosa acolhida deste povo fizeram da minha viagem uma experiência extraordinária. Infelizmente, eu conheço as minhas limitações e sei que não posso absorver completamente tudo o que pulsa nestes lugares, mas tenho fé de que cada cidade que visitei se interiorizou na minha maneira de me portar.

O propósito é esse, obter insights, construir memórias únicas e, principalmente, compreender de uma maneira mais profunda que existe encanto na espontaneidade humana, mesmo que às vezes ela pareça ser caótica no primeiro momento.


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