Coleção Folha conta por que Maquiavel não era maquiavélico – 11/07/2024 – Folhinha

Imagine ter seu nome vinculado a uma expressão que nem de longe representa o que você pensou. Foi exatamente isso que aconteceu com Nicolau Maquiavel, que, vejam só, nunca foi maquiavélico.

A expressão altamente disseminada e explicada até pelos dicionários como definição de alguém que é “astuto, falso e desleal” não tem nada a ver com o que defendeu o filósofo e diplomata cuja história está no nono livro da Coleção Folha Pensadores para Crianças, que acaba de chegar às bancas.

“Algumas pessoas leram meu livro ‘O Príncipe’ e não entenderam direito o que eu queria dizer. Talvez você já tenha ouvido alguém usar a palavra ‘maquiavélico’ para descrever alguém que não é nada legal e que gosta de enganar os outros. Muitos acreditam que eu defendo fazer coisas ruins para conseguir o que queremos. Mas eu nunca disse isso!”, explica o narrador.

Esse exemplar é muito útil para crianças e adultos por devolver a dignidade a esse filósofo que é definido por especialistas como fundador da ciência política. “Fui uma das primeiras pessoas a tentar entender a política de um jeito bem sério e científico”, explica o narrador.

Em idos de 1500, Maquiavel foi pioneiro por, em seus estudos, separar Estado e Igreja, propondo que a política não se misturasse com a fé.

Como um dos grandes atrativos dessa coleção é uma plataforma online em que os leitores podem navegar pelos livros, conseguimos escutar o próprio Maquiavel contar (em português e inglês) a história do tal livro “O Príncipe”, tão respeitado como mal interpretado.

“Esse livro se tornou um dos mais famosos em todo o mundo sobre como os governantes devem agir, e mesmo centenas de anos depois, ainda é lido por pessoas que querem entender os segredos de como liderar bem e tomar decisões difíceis, seja na política ou em outras áreas da vida”, explica.

Simplificando, a confusão se deu basicamente porque Maquiavel fala em uma liderança de pulso firme que, sempre pensando no bem da população, algumas vezes precisa tomar decisões impopulares e duras.

É mais ou menos como a Elsa sendo mal interpretada quando se isola em “Frozen”. Pensam que a líder é egoísta, quando na verdade está protegendo as pessoas de seu poder ainda pouco domado.

“Um bom líder precisa estar pronto para mudar seu jeito de agir de acordo com o que é necessário naquele momento. É como um jogo de equilíbrio: o líder precisa saber quando é hora de ser mais firme para proteger as pessoas, e quando é hora de ser mais generoso para ajudar quem precisa”, explica Maquiavel.

O filósofo também colheu seus louros e foi muito respeitado. Como diplomata, ele viajou por toda a Europa e conheceu pessoas muito importantes. “Vi de perto coisas grandes acontecendo, como a escolha de novos papas, reis subindo ao trono ou perdendo seus lugares, e cidades nascendo ou acabando”, conta.

Maquiavel sonhava em unir todas as partes da Itália em uma só, pois na época havia muita discórdia e brigas entre os governos. Foi por isso que se uniu ao príncipe César Bórgia. “Nós dois resolvemos nos juntar para colocar mãos à obra e ir atrás de mudanças”, conta.

Foi César, aliás, que inspirou o livro “O Príncipe”. “Eu já tinha visto muitos jovens liderando, mas nenhum era como César Bórgia. Ele era um verdadeiro líder, e muitas pessoas inteligentes o ajudavam em suas aventuras para conquistar novos lugares e tentar unir a Itália”, diz.

Logo se percebe que Nicolau Maquiavel defendia não só a união como também o trabalho conjunto como forma de tomar as melhores decisões, mesmo que às vezes um pouco duras.

Se você pensar bem, lembra muito a posição de pais e mães que muitas vezes não atendem aos desejos dos filhos. E não é falta de amor ou desconsideração, ao contrário, estão pensando no melhor, só que isso nem sempre agrada aos pequenos.

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Site da coleção: pensadoresparacriancas.folha.com.br

Telefone: (11) 3224-3090 (Grande São Paulo) e 0800 775 8080 (outras localidades)

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