como borboletas atravessaram oceano sem parar

Talavera se reuniu com um grupo multidisciplinar para analisar a origem dos insetos encontrados. Em estudo publicado recentemente na revista Nature Communications, a pesquisa relata que as borboletas voaram, pelo menos, 4.200 km entre a África Ocidental e a América do Sul. De acordo com os pesquisadores, o trajeto feito pelos insetos teria levado entre cinco e oito dias.

Para conseguir voar por tantos dias, borboletas usaram estratégia de voo, segundo o estudo. De acordo com os especialistas, as borboletas aguentariam, no máximo, um voo de até 780 km sem descansar ou se alimentar. Com isso, o grupo acredita que, para voar por dias seguidos, as borboletas utilizaram uma estratégia de voo na qual alternavam entre um esforço mínimo (apenas para se manter no ar e plainar) e um voo ativo, que exige um maior gasto de energia.

Estudiosos também indicam a região da Europa Ocidental como provável origem das borboletas. Antes de passar pela África, as borboletas teriam saído do continente europeu, o que aumentaria a distância percorrida para cerca de 7.000 km.

Ventos, DNA e pólen

Início da pesquisa contou com reconstrução da trajetória dos ventos à época do encontro de Tavalera e as borboletas. As condições do vento teriam sido favoráveis para o grupo de insetos, permitindo-o voar sobre todo o Oceano Atlântico. “Inferimos trajetórias de vento em diferentes altitudes ao longo de um período de 200 horas (pouco mais de oito dias), aplicando um intervalo de dias antes e depois da data de captura (das borboletas)”, explica o estudo.

O DNA das borboletas também foi detalhadamente estudado. A genética dos insetos capturados foi analisada e comparada com outras borboletas da espécie, apresentando semelhanças àquelas da África e da Europa. O resultado, segundo os pesquisadores, excluiu a possibilidade que aqueles insetos haviam migrado na América do Norte, reforçando a tese da trajetória transatlântica.



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