Investigados por movimentar R$ 90 milhões em golpes são alvos de operação em SC e outros 6 estados


No golpe conhecido como “mão fantasma”, criminosos invadem os celulares das vítimas, induzidas a instalarem programas maliciosos, e fazem transferências das contas delas. Investigados por movimentar R$ 90 milhões em golpes são alvos em operação em SC
O Grupo de Investigação de Crimes Cibernéticos (CyberGAECO) e a Polícia Civil deflagraram, na manhã desta quarta-feira (10), uma operação contra três organizações criminosas investigadas por mais de 250 fraudes cibernéticas só em Santa Catarina. Ao todo, são cumpridos 34 mandados de prisão preventiva e 73 de busca e apreensão em sete estados. 
Conforme o Ministério Público de Santa Catarina (MPSC), os suspeitos teriam movimentando R$ 5 milhões em transações suspeitas no estado. Em âmbito nacional, o valor chega a R$ 90 milhões.
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📲 Nos golpes, conhecidos como “mão fantasma” e “falsa central de atendimento”, os criminosos invadem os celulares das vítimas, que são induzidas a instalarem programas maliciosos, e fazem transferências das contas delas (leia mais abaixo).
Só as Varas Regionais de Garantias de Rio do Sul e de Blumenau, no Vale do Itajaí, expediram 32 mandados de prisão preventiva e 55 mandados de busca e apreensão.
Já a Vara Única da Comarca de Turvo, no Sul, expediu dois mandados de prisão preventiva e 18 mandados de busca e apreensão, que são cumpridos em Santa Catarina, São Paulo, Paraná, Rio de Janeiro, Bahia, Paraíba e Ceará.
Operação Mão Fantasma busca desarticular organizações criminosas investigadas por práticas cibernéticas
MPSC/ Divulgação
A Polícia Civil informou que investiga de que forma os criminosos conseguiram acesso aos dados dos correntistas.
Como funciona o golpe
Segundo o CyberGAECO, o golpe da “mão fantasma” acontece da seguinte forma:
1. Acesso à lista de correntistas
Primeiro, criminosos obtêm acesso a uma lista de correntistas de uma instituição financeira específica.
2. Disparo de SMSs
Em seguida, os criminosos enviam mensagens SMS para os correntistas, indicando uma compra fictícia e fornecendo um número de telefone 0800 para contato.
3. Simulação de central de atendimento
Assim que os correntistas ligam para o número 0800, os criminosos simulam estar em uma central de atendimento da instituição financeira. Eles induzem as vítimas a realizarem transferências ilícitas ou a instalarem softwares de controle remoto em seus dispositivos.
4. Controle Remoto dos dispositivos
Com acesso remoto aos dispositivos das vítimas, os criminosos inventam histórias sobre a necessidade de um escaneamento e solicitam que as vítimas virem a tela do smartphone para baixo. Enquanto isso, eles realizam transferências das contas das vítimas.
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