Onze pistas de pouso clandestinas usadas por garimpeiros ilegais são destruídas na Terra Yanomami


Ação ocorreu entre os dias 3 e 7 de julho na região de Campos Novos, em Iracema. Opéração destrói pistas de pouso clandestinas na Terra Yanomami.
Comando Militar da Amazônia/Divulgação
Uma ação, coordenada pela Casa do Governo, destruiu onze pistas de pouso clandestinas usadas por garimpeiros ilegais para acessar a Terra Indígena Yanomami, em Roraima. A informação foi divulgada nessa terça-feira (9).
A ação faz parte da Operação Catrimani II e ocorreu entre os dias 3 e 7 de julho, na região de Campos Novos, em Iracema. Ela aconteceu em conjunto com as Forças Armadas, a Força Nacional e o Ibama.
As pistas foram inutilizadas por meio de “cortes”, valas profundas feita a cada 100 metros e com profundidades de até 2 metros, impedindo que qualquer aeronave realize pouso nos locais. Elas foram inutilizadas em ordem de prioridade, conforme planejamento conjunto com o Ibama.
Pista de pouso clandestina destruída na Terra Indígena Yanomami.
Comando Militar da Amazônia/Divulgação
Para as ações, foram utilizadas quatro viaturas de grande porte e especializadas de Engenharia, como uma escavadeira que auxiliou na demolição das pistas.
De acordo com as Forças, militares e agentes ainda enfrentaram contratempos logísticos para a realização das ações, como a dificuldade de acesso às localidades, alagamento de estrada e clima chuvoso.
A Operação Catrimani II é uma iniciativa do Ministério da Defesa para combater o garimpo ilegal na Terra Indígena Yanomami, a maior do Brasil. Ela ocorre de forma conjunta entre órgãos de Segurança Pública, Agências e Forças Armadas, em coordenação com a Casa de Governo de Roraima.
Ação de desintrusão ocorreu na região de Campos Novos, em Roraima.
Comando Militar da Amazônia/Divulgação
Terra Yanomami
A Terra Yanomami está em emergência de saúde desde janeiro de 2023, quando o governo federal começou a criar ações para atender os indígenas, como o envio de profissionais de saúde e cestas básicas. Além de enviar forças de segurança a região para frear a atuação de garimpeiros.
Mesmo com o enfrentamento, um ano após o governo decretar emergência, o garimpo ilegal e a crise humanitária permanecem na região.
O Ministério dos Povos Indígenas (MPI) estima que cerca de sete mil garimpeiros ilegais continuam em atividade no território. O número de invasores diminuiu 65% em um ano, se comparado ao início das operações do governo federal, quando havia 20 mil invasores no território.
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